De una revolución a la otra: el gobierno de las provincias y la Independencia de Brasil

Renata Silva Fernandes

Resumen


Este artículo analiza las dinámicas revolucionarias, antirrevolucionarias y contrarrevolucionarias inscritas en el proceso de Independencia de Brasil, partiendo del tema de gobierno de las provincias entre 1820 y 1824. Para ello, se investiga, primero, la creación de las Juntas provisionales de gobierno, en el ámbito del movimiento veintista portugués, así como sus impactos en América por medio de la provincia de Minas Gerais. Seguidamente, se examinan las discusiones de la Asamblea General Constituyente y Legislativa del Imperio de Brasil de 1823, responsable por la extinción de las Juntas provisionales y creación de una nueva forma de gobierno provincial. Se concluye que los embates políticos del periodo resultaron en una revolución en nombre del orden que se adecuaba al pensamiento liberal conservador entonces vigente.


Palabras clave


juntas provisionales; presidentes de provincia; consejos de gobierno; orden; Imperio de Brasil

Texto completo:

PDF

Referencias


ARCHIVOS

Arquivo Histórico da Câmara dos Deputados

Arquivo Histórico Ultramarino (AHU)

Arquivo Público Mineiro (APM)

Biblioteca Nacional Digital do Brasil (BNDB)

Debates Parlamentares (Asamblea de la República)

TEXTOS IMPRESOS

As Câmaras Municipais e a Independência, vol. I. Río de Janeiro: Arquivo Nacional/Conselho Federal de Cultura, 1973.

Brasil. Coleção das leis do Império do Brasil de 1824. Río de Janeiro: Imprensa Nacional, 1886.

Brasil. Coleção das Leis do Império do Brasil de 1823. Río de Janeiro: Imprensa Nacional, 1887.

Brasil. Collecção das decisões do governo do Brazil de 1821. Río de Janeiro: Imprensa Nacional, 1889.

“Cópia de um imprenso”, Rio de Janeiro, 25 de noviembre de 1822. RAPM, vol. X (1905).

“Ofício da Junta Provisória de Governo para a Secretaria de Estado dos Negócios do Reino”, Vila Rica, 15 de octubre de 1822. RAPM, núm. 3 (1904): 627.

Portugal. Projeto para discussão. Constituição Política da Monarchia Portuguesa, feita pelas Cortes Geraes, Extraordinárias, e Constituintes reunidas em Lisboa. Lisboa: Imprensa Nacional, 1821.

“Sessão do Governo Provisional de Minas Gerais”, 13 de noviembre de 1821. RAPM, núm. 3 (1904): 643-644.

Soares Franco, Francisco. Extrato dos Princípios fundamentais do sistema administrativo de França por Mr. Bonnin, e sua comparação com os de Portugal. Lisboa: Typografia Rollandiana, 1822.

BIBLIOGRAFÍA

Almeida, Gabriela Berthou. Jogos de poderes: o Seminário de Mariana como espaço de disputas políticas, religiosas e educacionais (1821-1835), tesis de maestría en Historia. Campinas: Universidad Estatal de Campinas, 2015.

Annino, Antonio. “Cádiz y la revolución territorial de los pueblos mexicanos, 1812-1821”. En Historia de las elecciones en Iberoamérica. Siglo XIX, coordinación de Antonio Annino, 177-224. Buenos Aires: Fondo de Cultura Económica, 1995.

Barman, Roderick. Brazil: The Forging of a Nation, 1798-1852. Stanford: Stanford University Press, 1988.

Basile, Marcello. “O laboratório da nação: a era regencial (1831-1840)”. En O Brasil imperial, coordinación de Keyla Grimberg y Ricardo Salles, vol. II, 53-119. Río de Janeiro: Civilização Brasileira, 2010.

Berbel, Márcia Regina. “Os apelos nacionais nas cortes constituintes de Lisboa (1821/1822)”. En A independência brasileira: novas dimensões, coordinación de Jurandir Malerba, 181-208. Río de Janeiro: Editora FGV, 2006.

Berbel, Márcia Regina. A nação como artefato: deputados do Brasil nas Cortes portuguesas, 1821-1822. San Paulo: Hucitec/FAPESP, 1999.

Berbel, Márcia Regina y Paula Ferreira. “Soberanias em questão: apropriações portuguesas sobre um debate iniciado em Cádis”. En A experiência constitucional de Cádis: Espanha, Portugal e Brasil, coordinación de Márcia Berbel y Cecília Helena de Salles Oliveira, 169-200. San Paulo: Alameda, 2012.

Bernardes, Denis Antônio de Mendonça. O patriotismo constitucional: Pernambuco, 1820-1822. San Paulo/Pernambuco: Universidad Federal de Pernambuco/FAPESP/ Hucitec, 2006.

Caetano, Gerard. “La reconceptualización política de la voz ‘democracia’ en Iberoamérica antes y después de las independencias”. Crítica Contemporánea. Revista de Teoría Política, núm. 1 (2011): 93-114, disponible en [https://www.colibri.udelar.edu.uy/jspui/bitstream/20.500.12008/7463/1/CC_Caetano_2011n1.pdf].

Castro, Zília Osório de. Constitucionalismo vintista: antecedentes e pressupostos. Lisboa: Universidad Nova de Lisboa, 1986.

Coser, Ivo. “Federalismo: Brasil”. En Diccionario político y social del mundo iberoamericano. La era de las revoluciones, 1750-1850, dirección de Javier Fernández Sebastián, tomo 1, 462-472. Madrid: Centro de Estudios Políticos y Constitucionales/Fundación Carolina/Sociedad Estatal de Conmemoraciones Culturales, 2009.

Dias, Maria Odila Silva. “A interiorização da Metrópole (1808-1853)”. En 1822: Dimensões, coordinación de Carlos Guilherme Mota, 160-184. San Paulo: Perspectiva, 1986.

Domingues, José y Vital Moreira. “A representação política no constitucionalismo monárquico conservador em Portugal: o projeto eleitoral de 1823”. Historia Constitucional: Revista Electrónica de Historia Constitucional, núm. 20 (2019): 809-840, doi.org/10.17811/hc.v0i20.531.

Duque Vieira, Benedicta Maria. O problema político português no tempo das primeiras Cortes Liberais. Lisboa: Edições João Sá da Costa, 1992.

Fernandes, Renata Silva. As províncias do Império e o “governo por conselhos”: o Conselho de Governo e o Conselho Geral de Minas Gerais (1825-1834), tesis de doctorado en Historia. Juiz de Fora: Universidad Federal de Juiz de Fora, 2018.

Fonseca, Silvia Carla Pereira Brito. “Federalismo: a experiência americana de um conceito (1820–1835)”. Locus: Revista de História, vol. XIX, núm. 1 (2013): 85-116, disponible en [https://periodicos.ufjf.br/index.php/locus/article/view/20712/20892].

Frasquet, Ivana. “Restauración y revolución en el Atlántico hispanoamericano”. En El desafío de la revolución: reaccionarios, antiliberales y contrarrevolucionarios (siglos XVIII y XIX), coordinación Pedro Víctor Rújula López y Francisco Javier Ramón Solans, 29-49. Granada: Comares, 2017.

Hespanha, António Manuel. Guiando a mão invisível: direitos, Estado e lei no liberalismo monárquico portugués. Coimbra: Almedina, 2004.

Hespanha, António Manuel. Às vésperas do Leviathan. Instituições e poder político. Portugal. Século XVII. Coimbra: Livraria Almedina, 1994.

Holanda, Sérgio Buarque de. “A herança colonial-sua desagregação”. En História geral da civilização brasileira, coordinación de Sérgio Buarque de Holanda, tomo 2, vol. i, 9-39. San Paulo: Difel, 1985.

Jancsó, István y João Paulo Pimenta. “Peças de um mosaico (ou apontamentos para o estudo da emergência da identidade nacional brasileira)”. En Viagem incompleta: a experiência brasileira (1500-2000), coordinación de Carlos Guilherme Mota, 129-175. San Paulo: SENAC, 2000.

Lisly, Andréa. “As ‘várias independências’: a contrarrevolução em Portugal e em Pernambuco e os conflitos antilusitanos no período do constitucionalismo (1821-1824)”. Clio: Revista de Pesquisa Histórica, vol. XXXVI, núm. 1 (2018): 4-27, doi.org/10.22264/clio.issn2525-5649.2018.36.1.02.

Lopes, José Reinaldo de Lima. “Iluminismo e jusnaturalismo no ideário dos juristas da primeira metade do século XIX”. En Brasil: formação do Estado e da nação, coordinación de István Jancsó, 195-218. San Paulo: Hucitec, 2003.

Lynch, Christian Edward Cyril. Monarquia sem despotismo e liberdade sem anarquia: o pensamento político do Marquês de Caravelas (1821-1836). Belo Horizonte: Editora UFMG, 2014.

Lynch, Christian Edward Cyril. “Do despotismo da gentalha à democracia da gravata lavada: história do conceito de democracia no Brasil (1770-1870)”. Dados. Revista de Ciências Sociais, vol. LIV, núm. 3 (2011): 355-390, doi.org/10.1590/S0011-52582011000300004.

Machado, André Roberto de Arruda. A quebra da mola real das sociedades: acrise política do Antigo Regime português na província do Grão Pará (1821-1825), tesis de doctorado en Historia. San Paulo: Universidad de San Paulo, 2006.

Mattos, Ilmar R. “Construtores e herdeiros: a trama dos interesses na construção da unidade política”. Almanack Brasiliense, núm. 1 (2005): 8-26, doi.org/10.11606/ issn.1808-8139.v0i1p8-26.

Mattos, Ilmar R. “La experiencia del Imperio del Brasil”. En Inventando la nación: Iberoamérica siglo XIX, coordinación de Antonio Annino y François-Xavier Guerra, 612-628. México: Fondo de Cultura Económica, 2003.

Maxwell, Keneth. “Por que o Brasil foi diferente? O contexto da independência”. En Viagem incompleta: A experiência brasileira (1500-2000), coordinación de Carlos Guilherme Mota. San Paulo: senac, 2000.

Mello, Evaldo Cabral de. A outra independência: o federalismo pernambucano de 1817 a 1824. San Paulo: Editora 34, 2004.

Nascimento, Helvécio Pinto do. “O poder local e a articulação política mineira em 1822”. En História de Minas Gerais: a província de Minas, coordinación de Maria Efigênia Lage de Resende y Luiz Carlos Villalta, vol. II, 27-45. Belo Horizonte: Autêntica, Companhia do Tempo, 2013.

Neves, Lúcia Maria Bastos Pereira das. “Liberalismo político no Brasil: ideias, representações e práticas (1820-1823)”. En O liberalismo no Brasil imperial: origens, conceitos e práticas, coordinación de Lúcia Maria Paschoal Guimarães y Maria Emília Prado, 73-101. Río de Janeiro: Universidad del Estado de Río de Janeiro/Revan, 2013.

Neves, Lúcia Maria Bastos Pereira das. Corcundas e Constitucionais: a cultura política da independência (1820-1822). Río de Janeiro: Revan/FAPERJ, 2003.

Neves, Lúcia Maria Bastos Pereira das y Guilherme Pereira das Neves. “Constituição”. Ler História, núm. 55 (2008): 49-64, doi.org/10.4000/lerhistoria.2203.

Oliveira, Cecília Helena de Salles. “Teoria política e prática de governar: o delineamento do Estado imperial nas primeiras décadas do século XIX”. En A história na politica, a política na história, coordinación de Cecília Helena de Salles Oliveira, Maria Lícia Coelho Prado y Maria de Lourdes Monaco Janotti, 43-57. San Paulo: Alameda, 2006.

Peres Costa, Wilma. “Os impasses da fiscalidade no processo de independência”. En Brasil: formação do Estado e da nação, coordinación de István Jancsó, 143-193. San Paulo: Hucitec, 2003.

Pimenta, João Paulo. Tempos e espaços das independências: a inserção do Brasil no mundo ocidental (c.1780-c.1830), tesis de Libre Docencia. San Paulo: Facultad de Filosofía, Letras y Ciencias Humanas-Universidad de San Paulo, 2012.

Pimenta, João Paulo. “A independência do Brasil como uma revolução: história e atualidade de um tema clássico”. História da Historiografia: International Journal of Theory and History of Historiography, vol. II, núm. 3 (2009): 53-82, doi.org/10.15848/hh.v0i3.69.

Pitkin, Hanna. “Representação: palavras, instituições e ideias”. Lua Nova, núm. 67 (2006): 15-47, doi.org/10.1590/S0102-64452006000200003.

Santos, Joaquim Felício dos. Memórias do Distrito Diamantino. Belo Horizonte/San Paulo: Itatiaia/EdUSP, 1976.

Silva, Ana Rosa Coclet. “De comunidades a nação. Regionalização do poder, localismo e construções identitárias em Minas Gerais (1821-1831)”. Almanack Braziliense, núm. 2 (2005): 43-63, doi.org/10.11606/issn.1808-8139.v0i2p43-63.

Silva, Wlamir. “Autonomismo, contratualismo e Projeto Pedrino: Minas Gerais na Independência”. Revista de História Regional, vol. X, núm. 1 (2005): 53-94, disponible en [https://www.revistas.uepg.br/index.php/rhr/article/view/241/196].

Slemian, Andréa. “Um império entre repúblicas? Independência e construção de uma legitimidade para monarquia constitucional no Brasil, 1822-1834”. En Soberania e conflito: configurações do Estado Brasileiro no século XIX, coordinación de Cecília Helena de Salles Oliveira, Vera Lúcia Nagib Bittencourt y Wilma Peres Costa, 121- 148. San Paulo: Hucitec/fapesp, 2010.

Slemian, Andréa. Sob o império das leis: constituição e unidade nacional na formação do Brasil (1822-1834). San Paulo: Hucitec, 2009.

Souza, Iara Lis Carvalho. A Pátria Coroada: o Brasil como corpo político autônomo, 1780-1831. Campinas: Ed. Unesp, 1997.

Trindade, Raimundo. Arquidiocese de Mariana: subsídios para a sua história. Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1953.

Wehling, Arno y Maria José Wehling. “Soberania sem independência: aspectos do discurso político e jurídico na proclamação do Reino Unido”. Tempo, vol. XVII, núm. 31 (2001): 89-116, doi.org/10.1590/S1413-77042011000200005.


Métricas de artículo

Cargando métricas ...

Metrics powered by PLOS ALM



Signos Históricos, año 23, núm. 46, julio-diciembre, 2021, es una publicación semestral editada por la Universidad Autónoma Metropolitana, a través de la Unidad Iztapalapa, División de Ciencias Sociales y Humanidades, Departamento de Filosofía, Prolongación Canal de Miramontes núm. 3855, Col. Ex-Hacienda San Juan de Dios, Alcaldía Tlalpan, C.P. 14387, Ciudad de México, y Av. San Rafael Atlixco, núm. 186, Col. Vicentina, Alcaldía Iztapalapa, C.P. 09340, Ciudad de México, teléfono 58-04-46-00, ext. 2786. Página electrónica de la revista: [http://signoshistoricos.izt.uam.mx], correo electrónico shis@xanum.uam.mx. Editora Responsable: María Guadalupe Rodríguez Sánchez. Certificado de Reserva de Derechos al Uso Exclusivo del Título número 04-2002-062913255600-102, ISSN: 1665-4420, ambos otorgados por el Instituto Nacional del Derecho de Autor. Certificado de Licitud de Titulo número 12151 y Certificado de Licitud de Contenido número 8804, ambos otorgados por la Comisión Calificadora de Publicaciones y Revistas Ilustradas de la Secretaría de Gobernación. Responsable de la última actualización de este número, María Guadalupe Rodríguez Sánchez, Departamento de Filosofía, Unidad Iztapalapa. Fecha de última modificación: 21 de junio de 2021. Tamaño del archivo 1.8 MB.


Licencia de Creative Commons
Signos Históricos by Universidad Autómoma Metropolitana is licensed under a Creative Commons Reconocimiento-NoComercial-CompartirIgual 4.0 Internacional License.